Presidente da INA, suspenso após comprar cocaína, anuncia renúncia

O presidente do Instituto Nacional do Audiovisual (INA), Laurent Vallet, que foi suspenso de suas funções no início de agosto devido à compra de 600 euros em cocaína, anunciou sua renúncia na sexta-feira, 29 de agosto.
"Apresentei ao Ministro da Cultura minha renúncia ao cargo de Presidente do INA, que ocupo desde 2015", para cumprir uma medida de "injunção terapêutica" determinada pela justiça, disse ele em um comunicado.
Laurent Vallet, de 55 anos, foi preso em sua casa em Paris no final de julho após receber uma entrega de cocaína e foi imediatamente suspenso pela Ministra Rachida Dati. Laurent Vallet havia sido reconduzido em maio para um terceiro mandato de cinco anos, por recomendação de Rachida Dati.
Na sexta-feira, este último elogiou "o sucesso de Laurent Vallet e o profissionalismo das equipes do INA" em sua transformação nos últimos anos, "o que fortaleceu profundamente a reputação do estabelecimento", de acordo com um comunicado de imprensa.
"TEM "Após as acusações de uso de drogas contra mim, o promotor público do tribunal judicial de Paris me intimou na semana que vem para me notificar sobre uma medida alternativa ao processo criminal, conhecida como 'injunção terapêutica'", anunciou Laurent Vallet na sexta-feira.
Ele afirmou que preferiu renunciar "na esperança de poder se dedicar integralmente ao acompanhamento desta medida daqui para frente, durante todo o seu prazo legal de 6 meses".
Em seu comunicado à imprensa, Laurent Vallet também agradeceu às autoridades públicas, dizendo estar "orgulhoso de ter liderado a transformação" do instituto por dez anos.
"Em uma escala sem precedentes, isso permitiu que o INA se afirmasse como um meio de comunicação único, um meio de comunicação tradicional para informação e cultura popular, agora ancorado em uma conexão extremamente poderosa com seu público", argumenta.
Além de sua função tradicional de arquivar imagens e sons de televisão e rádio, o instituto se tornou um meio de comunicação por direito próprio, explorando seus arquivos.
Essa estratégia resultou em uma política muito ativa nas redes sociais, na criação de vários programas de TV e canais no YouTube e no lançamento em 2020 do serviço de streaming de vídeo pago Madelen.
O INA é afetado pela proposta de reforma da radiodifusão pública proposta pela Sra. Dati. A organização planeja criar uma holding, a France Médias, que também supervisionaria a France Télévisions e a Radio France. Os sindicatos das empresas se opõem à medida.
Rachida Dati nomeou Agnès Chauveau, sua diretora geral, como presidente interina do INA.
BFM TV